Mostrar mensagens com a etiqueta gay. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta gay. Mostrar todas as mensagens

8.11.07

Rede de Esposos Heterossexuais.

http://www.straightspouse.org/

Rede de esposos heterossexuais.
Como disse?
Isso mesmo: Rede de Esposos Heterossexuais.
América. Esse país que nos surpreende em cada segundo do tempo que passa oferece-nos esta maravilha de sítio. As famílias com membros homossexuais não estão esquecidas. São "muito poucas" é certo mas existem e como tal há que não as esquecer.

A quantidade de literatura disponível sobre esta temática é significativa como o indica os links de de sugestões de leitura, onde aparecem entre muitos: From Wedded Wife to Lesbian Life: Stories of Transformation; The Other Side of the Closet: The Coming-out Crisis for Straight Spouses and Families, revised and expanded (lol) e dois dos meus favoritos When Husbands Come out of the Closet e MY HUSBAND IS GAY: A Woman's Guide to Surviving the Crisis.

6.10.07

Glory Asshole

Capa da próxima edição da New Yorker, ilustração Narrow Stance de Barry Blitt.

6.5.07

Comemorar 100 anos de República


Vital Moreira, constitucionalista e Comissário dos Projectos para as Comemorações do Centenário da República, propõe um verdadeiro programa legislativo para assinalar a data. No portal do governo www.portugal.gov.pt, pode ler-se num doc assinado por este senhor: "no campo das relações sociais" devia "proceder à revisão do Código Civil em matéria de relações familiares, tendo em conta as novas realidades sociais". Depois de ler o doc na integra ficamos a saber que defende novos direitos para os homossexuais, nomeadamente direito de se casarem pelo civil e, por extensão, de adoptarem crianças.
A propósito desta proposta o GOL (Grande Oriente Lusitano), principal obediência macónica em Portugal, faz saber que "aprova o aproveitamento, em 2010, das celebrações dos cem anos da instauração da República, para se rever o Código Civil de forma a permitir o casamento entre homossexuais".O grão-mestre do GOL, António Reis, disse que é precisamente isso que significa a referência à necessidade de "proceder à revisão do Código Civil em matéria de realidades sociais, tendo em conta as novas realidades sociais" disse ainda ao DN "Tudo o que vem nesse relatório foi unânime, ou quase, dentro da comissão", "faz todo o sentido" aproveitar as celebrações da República para se "reforçarem legalmente os direitos conjugais dos homossexuais", "Se a República se distinguiu foi, nomeadamente, pelas leis sobre a família que aprovou, como a lei do divórcio e a que acabou com o estatuto de filho ilegítimo".
O GOL, deverá ter um importante papel nas celebrações dos cem anos do 5 de Outubro. Uma forma de responder ao papel histórico dos maçons em todo o processo que levou ao desmantelamento da monarquia, na revolução do 5 de Outubro propriamente dita, e na construção da Primeira República (1910-1926).

16.3.07

Sinal de Alarme Publica em (Quase) Exclusivo Poema (Gay) Inédito de Pessoa.

Escrevo à tua memória, amor, sem teres morrido,
E à memória desse amor, em nós nunca sabido.
Éramos rapazes, tu eras mais novo e eu o maior.
Tivéssemos sabido amar e ternos-íamos amado.
Tivéssemos descoberto o caminho do amor e teríamos achado
Seus prazeres, mas, jovens então, era de irmãos nosso amor.
Contudo, se te encontrasse hoje, talvez tudo fosse igual.
Tenho vergonha agora de ser o que não sabia outrora.
Talvez fosse melhor tal como foi — pois a chama virginal
Do amor não levou nossos sentidos ao fogo pleno e pior.
Lembro-te muito e a alma suspira tristemente em mim.
Recordas-me também algumas vezes e sentes algo assim?
Hoje sei que teria sido melhor termo-nos amado,
Hoje sei isso, mas não quero pensar demasiado.
Eras atraente e belo; eu não: apenas amava.
Cava-se mais em mim a marca desta doença antiga
Que só os gregos, porque eram belos, tornaram bela.

No jornal Público de hoje. Tradução de Luísa Freire. Vai sair na colecção orquestrada pelo Richard Zenith.

2.2.07

O Inacreditável aconteceu.


Oscar Wilde, uma das figuras mais controversas e consagradas da história da literatura ocidental, recebeu uma rara homenagem do Vaticano, com o lançamento de uma antologia de frases organizada por um colaborador próximo do papa Bento XVI. Provocações: aforismos para um cristianismo inconformado, compilação de mil frases de carácter moral organizada pelo padre Leonardo Sapienza, chefe do protocolo do Vaticano, está a merecer a atenção mediática internacional. "Vaticano sai do armário e abraça Oscar Wilde" foi o título do The Times. Em Itália, o lançamento do livro foi "uma supresa: um ícone homossexual foi aceite pelo Vaticano", diz o diário La Repubblica. Sapienza afirmou ao The Times que incluiu Wilde na compilação, porque "foi um escritor que viveu perigosamente e, às vezes, escandalosamente, mas deixou muitas máximas afiadas". Wilde teve uma relação controversa com o catolicismo. Nascido numa família protestante e filho de pai agnóstico, Wilde teria sido baptizado a pedido da sua mãe e sem que o seu pai soubesse. Teve uma relação de admiração com a Igreja e recebeu a benção do Papa. Dizia que não era católico, antes "um papista violento". (fonte: JN)

2.12.06

O Verdadeiro Homem

10.11.06

Anos 80: Strip Tese Sam Fox - ADENDA: NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA

SAM FOX É +-LÉSBICA!

Depois de aturadas pesquisas para o perfil da divina samanta, e já fechada a edição do post, descubro a verdade escondida no mais fundo da wikipedia: a moça é +- lésbica! Ao jornal The Mail on Sunday em 2003 disse: "I can't keep saying, "Maybe", or denying it. It's time to let people know where my heart is. People keep trying to say I'm a lesbian. I don't know what I am. All I know is that I'm in love with Myra [Stratton, her manager]. I love her completely and want to spend the rest of my life with her".
Ora toma! Moças do Engajamento, não estão com falta de mais uma diva? A mim parece-me a estrela ideal para a próxima Lesboa.
(dúvida: será apenas uma manobra comercial que, como se vê, teve um sucesso extraordinário na carreira fox?)

6.10.06

Fóruns #1

A Vanessa tem um pai, uma mãe e uma família. Mas foi violada pelo pai dos 4 aos 12 anos, com o silêncio cúmplice da mãe. Concorda com a adopção de crianças por casais heterossexuais?

Instigado pelo meus raros impulsos cívicos, resolvi meter-me ao barulho num fórum do
Expresso. Tema: Concorda com a adopção de crianças por casais homossexuais?
Aqui fica o comentário.

Obviamente que concordo e por duas razões muito simples:

1. A capacidade e o desejo de ser pai/mãe não é definido nem condicionado pelo género ou pela orientação sexual;

2. É uma aberração social que um Estado mantenha uma criança a viver numa instituição quando existem cidadãos psicologica e financeiramente aptos a oferecerem a segurança de uma família a essa mesma criança.


Os habituais argumentos de quem é contra, que falham continuamente por erro de perspectiva, só reforçam a minha posição.

1. A questão das crianças com pais do mesmo sexo serem gozadas na escola. É uma questão bastante curiosa, porque se parte do princípio que é normal ridicularizar a vida e as escolhas dos outros. E isto, sim, é uma aberração. O problema não é a adopção mas sim a ausência do princípio de respeito pelos outros com que os pais, heterossexuais, diga-se, educam os seus filhos. Normalmente, estes "excelentes" pais/educadores esquecem-se que eles próprios (na verdade, toda a gente pode) podem ser (e hão-de sê-lo por alguém) ridicularizados pelas mais diversas condições pessoais.


2. Aumenta a probabilidade de abusos sexuais. Este argumento, que normalmente parte da premissa que um homossexual não consegue olhar para um miúdo sem segundas intenções, só pode ser causado por cegueira. A larga maioria dos casos de abuso sexual sobre crianças ocorre dentro da família, aquela que a maioria considera o modelo ideal para uma criança, e é exercida sobre meninas. Tendo em conta este facto, que deveria fazer o legislador? Proibir que os casais heterossexuais tivessem filhos? E a sociedade? Ridicularizar essas crianças nas escolas? Brindá-las com perguntas do tipo "Então ó Vanessa, o teu pai já te violou hoje?"


3. Os filhos de pais homossexuais virão a ser, naturalmente, homossexuais. Esta teoria também é muito curiosa porque desmentida por casos e dados estatísticos concretos. Por outro lado, oculta uma questão muito importante e que influencia mais do que se pensa a discussão: a aceitação da homossexualidade está ao nível da aceitação de uma doença crónica. Ou seja, no fundo teme-se que tendo dois pais do mesmo sexo que essa enfermidade seja contagiosa e passe à criança. De qualquer forma, a esmagadora maioria dos homossexuais cresceram em família tradicionais, por isso talvez fosse conveniente proibir por decreto que os heterossexuais tivessem filhos. A Dinamarca, que permite a adopção, realizou um estudo científico sobre o assunto. O resultado, como seria de calcular, conclui que é impossível estabelecer qualquer relação causa / efeito.


4. É necessário para o crescimento saudável de uma criança a presença de um pai e de uma mãe. Pergunto-me o que é que isto quer dizer. O que é que, hoje, em 2006 isto quer dizer. Exemplo: Eu conheço casos de casais heterossexuais que resolveram ter um filho numa tentativa desesperada para salvar um casamento. Pergunto-me se alguém lúcido acha que isto é razão para ter um filho. É normal que estas famílias acabem desfeitas ou disfuncionais e claro que quem sofre mais com isto são os filhos. Mas a lei permite porque considerará que isto é uma coisa absolutamente natural. Se olharmos racionalmente para os exemplos que temos à nossa volta, questiono-me se será mesmo verdade que a existência de um pai e uma mãe é condição sine qua non para um crescimento saudável. Presume-se que todos que cresceram sem um dos progenitores ou sem uma das figuras paternas não são saudáveis.

Por todas estas razões, parece-me que a questão colocada desta forma é enviezada e autista. Porque quem é contra não está a pensar nas crianças em primeiro lugar mas na defesa das suas concepções morais. E, bom, concepções morais temos todos, e todas elas podem ser questionadas e ridicularizadas. Mas não posso aceitar que isso seja um critério para o que quer que seja. No entanto, sou a favor de critérios rigorosos na avaliação dos processos de adopção. E sinceramente, por vezes, até penso que deveriam ser extensivos a uma eventual autorização para ter filhos. Porque há pessoas (hetero, homo, bissexuais e etc) que seriam excelentes pais e são impedidos por leis ultrapassadas e pejadas de falsos moralismos ou por processos burocráticos cabotinos. E há gente que tem filhos, naturais, que deveriam pura e simplesmente ser proibidas de o fazer.

Em conclusão, o importante é a criança. Ir investigar os lençóis dos candidatos a pais não é missão para um Estado Democrático de Direito.

22.9.06

Ontologia Messengeriana #2

Estou tão contente... Descobri o Bruno a que se refere Any the One no post anterior, precisamente a aprender como é que o tempo cura tudo. Any the One, esta é para ti.